sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CUIDAR DE VOCE AJUDA A VENCER O CIÚMES


O ciumento passa a vida a procura de um segredo que
possa destruir sua felicidade – Axel Oxenstierna 
                                               ciumes

Ciúme é a emoção usada pelo seu psiquismo como reação ao medo de perder. Tem gente que gosta de sentir ciúme, pois todas as emoções geram neurotransmissores e seu cérebro fica viciado neles da mesma forma como fica viciado em álcool, nicotina, cafeína, etc.
O ciúme, a expectativa, a carência e a decepção são pontos de chegada possíveis para o nosso medo de perder. O ciúme tem como subproduto a mentira, para evitar a reação ciúmenta do outro nós mentimos, pois o ciúme nos torna agressivos e como autopreservação o indivíduo mente.
Respeito é a base da cura
Todos os homens e mulheres possuem uma necessidade igual de amor. Mas quando começa haver falta de intimidade, diálogo, amizade, cumplicidade, respeito, sentimentos básicos dos relacionamentos, sente-se que esse amor pode estar correndo riscos, sendo natural surgir a insegurança e com ela, o ciúme, como uma tentativa de preservar aquilo que não se quer perder.
O ciúme atinge homens e mulheres. Dizem que é mais comum no sexo feminino, talvez seja porque a mulher demonstre muito mais o que sente, sem se esconder atrás de máscaras e defesas.

O ciúme surge quando se sente que não é mais importante para o outro, é uma sensação de ser preterida, como se seus sentimentos não tivessem mais valor. Além do que, o ciúme humilha, esmaga, dói, por isso talvez seja tão difícil admiti-lo. E quem não admite que tem um problema continua se auto-destruindo e destruindo a relação. Não confiar no amor da pessoa amada equivale a não confiar no próprio valor.

É claro que quem já era insegura por não confiar em si, não acreditar que alguém possa amá-la, sente um medo terrível do abandono, pois sua carência faz com que tenha uma auto-imagem muito negativa, reforçando o medo de que qualquer pessoa poderá afastar a pessoa amada. É o retrato da co-dependência, uma síndrome que tem como um dos sintomas o medo de ser abandonada. Assim, terá menos estrutura de lidar com a situação, levando ao total desespero e descontrole, trazendo muitas vezes à tona conflitos não resolvidos.

Porém, uma pessoa que já era insegura, se tiver um relacionamento com alguém amoroso, que seja capaz de suportar seus sentimentos e suprir suas necessidades, pode com o tempo, perceber-se como alguém digna de amor e respeito, conseguindo aos poucos reparar suas feridas emocionais e traumas vividos, tornando-se uma pessoa mais segura de si.

O que é importante entender é que o ciúme é muito mais um sintoma do que uma causa, pois geralmente, por trás de uma manifestação de ciúme há um apelo para o amor, que pode ser o amor e a atenção do outro, mas que na verdade, representa a busca pelo amor por si mesma. Como não há a consciência disso, continua acreditando que só existe através do outro.
Usar da verdade é o melhor caminho
Não seria melhor que as pessoas usassem mais da verdade em suas relações? Não ama mais, não deseja mais? Por que não falar? Por que deixar o outro chegar a ponto de alucinar em suas fantasias na ânsia de respostas para o que está acontecendo na relação? Justificar a mentira ou omissão do que está acontecendo, dizendo que o outro não tem estrutura para suportar a verdade, não é mais aceitável, pois o que enfurece uma pessoa não é a verdade, mas as mentiras que se ouve até chegar na verdade.

Nesse momento soma-se ainda: baixa auto-estima, falta de amor-próprio, insegurança, necessidade de reconhecimento. Mas se as crises de ciúmes já viraram rotina na relação, é possível fazer algo para mudar. Não há alternativas senão a busca por uma mudança interna, que só é possível através do auto-conhecimento, onde o mais indicado é sempre a busca de um profissional competente para se iniciar um processo de psicoterapia, ou ainda, os grupos de auto-ajuda.

É preciso entender que um pode ser muito importante para o outro, mas não mais importante que para si mesmo. Não é possível amar ao outro mais do que nos amamos. Todos se orgulham muito de ter alguém para amar, mas não se preocupam nenhum pouco com a importância vital que há em relação ao próprio amor.

Quando a relação é vivida com amor e os dois querem mantê-la, é possível buscar um tratamento e transformar o que é doente em saudável. E para começar esse processo, é importante:

  • Admitir que não está conseguindo ter controle sob suas emoções.


  • Escrever sobre os próprios sentimentos - ajuda a compreender o que está sentindo.


  • Buscar ajuda de um profissional.


  • Auto-conhecimento.


  • Reconhecer que a relação está doente, como reflexo de um ou dos dois.


  • Reconhecer que os dois devem mudar.


  • Conversar, conversar, conversar. O diálogo deve estar sempre presente.


  • Verbalizar o que sente, sempre.


  • Empatia, ou seja, desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro.


  • Respeitar os sentimentos do outro, ainda que não os sinta.


  • A verdade, sempre.


  • Cada um fazer uma análise do seu histórico de vida, principalmente infância.


  • Buscar possíveis origens das dificuldades atuais.


  • Comprometer-se consigo mesmo com as mudanças.


  • Demonstrar diariamente para o outro o quanto é importante.


  • Cuidar de si como cuidaria de alguém que ama.


  • Cuidar do outro como se cuida de alguém que ama.


  • Cuidar da relação afetiva como que cuida de um bebê, com atenção, afeto, carinho, enfim, com demonstrações diárias de amor.



  • Faça uma análise de seus próprios sentimentos em relação a si mesma, e as possíveis origens de sua insegurança, depois analise seu relacionamento, como ele está e como gostaria que fosse e converse tudo isso com seu parceiro, você e ele só têm a ganhar!
    Referência:
    Rosemeire Zago
    Psicóloga clínica

    terça-feira, 31 de maio de 2011

    Tire o ciúme da sua vida

    Faça isso já, porque estamos diante de uma terrível armadilha. O ciúme nada mais é do que um sentimento nocivo que acaba não só com os relacionamentos, mas com a vida de muita gente. Ele leva à dor e à desilusão, comprometendo principalmente nossa vontade de viver.

    Nossa, gente, como a ciumenta sofre! E sofre porque ciúme é um sinal de que a auto-estima não anda muito bem. A pessoa passa a exigir muito do parceiro, fica viciada no outro. Quanto mais ela exige, menos auto-estima tem. É um círculo vicioso. Não, não podemos nos deixar levar por esse sentimento. Mas você deve estar se perguntando: “Como controlar algo que vem de dentro?”, “Como neutralizá-lo logo que ele aparecer?”.

    Vamos fazer um trabalho de auto-suficiência. Isso significa que você precisa, acima de tudo, se bastar. Quero que você compreenda que, para ser feliz no amor, primeiro precisa estar bem consigo mesma. Não se submeta à estima e ao apoio do outro. Lembre-se: aquilo que você procura no parceiro não vai estar nele. Antes, você precisa se tornar uma pessoa bacana para si mesma. Quando você começar a cultivar suas próprias virtudes, conseguirá estar plena afetivamente. Valorize-se, assuma-se. Isso surpreenderá você. Naturalmente você criará uma atmosfera em volta de si e atrairá pessoas do bem.

    É, minha gente, a salvação do ser humano está em parar de querer o que é do outro. Há mulheres que vivem afirmando que são carentes. Ora, isso é vergonhoso! Carência não significa que você precisa receber, mas que você deve dar — dar a si mesma, preencherse com o próprio eu. Volto a dizer: nada
    é mais importante que sua aprovação, seu amor e seus sentimentos.

    Talvez você tenha entendido como funciona esse processo emocional, mas ainda não esteja segura de que conseguirá incorporá-lo à prática. Certo? Então, vamos lá: assim que o ciúme começar a dar o ar da graça, recolha-se, feche os olhos, respire fundo, solte todas as tensões e livre-se das preocupações. Preparada? Faça agora, bem calmamente, a seguinte mentalização:
    "Sou completa, despreocupada e espontânea. Só atraio coisas boas. As forças espirituais agem a meu favor porque me respeito, porque me coloco sempre em primeiro lugar. Eu jogo fora velhas idéias e assumo atitudes positivas novas, porque quero sempre o meu melhor."
    Devagar, imagine agora uma luz no seu peito, uma luz quente e confortável que vai crescendo e se abrindo. À medida que o brilho cresce, você muda de lugar e se vê numa praia. Uma música vem do ar, como se seres invisíveis tocassem pra você. Isso lhe dá conforto, uma sensação de paz e de tranqüilidade. Sua cabeça se esvazia de pensamentos. Você se entrega à vida, deixando que ela leve você pelo próprio fluxo.
    Diga em pensamento: "Eu sou livre para escolher. E escolho ser feliz, porque estou bem, porque sou o bem. Neutralizo todo e qualquer sentimento que ameace minha alegria. Eu sou responsável pelo meu próprio bem-estar. A partir de agora, vou alimentar apenas emoções que me tragam leveza e que me conduzam à verdadeira realização. Faço minha parte e, assim, contribuo para a minha evolução".

    "Há mulheres que vivem afirmando que são carentes. Ora, isso é vergonhoso! Carência não significa que você precisa receber, mas que deve dar — dar a si mesma, preencher-se com o próprio eu."

    Como lidar com o ciúme excessivo dos que amam muito

    Como lidar com o ciúme excessivo dos que amam muito
    Hoje em dia depois de muitas pesquisas a ciência finalmente consegue classificar o ciúme como uma doença onde o sentimento de posse e obsessão comandam uma relação amorosa de qualquer tipo, principalmente a de casais hetero ou homossexuais. Para quem sente, o ciúme é encarado de forma natural como um sentimento tão forte como amor, e as atitudes ciumentas agem como “uma prova de amor”, mas para quem sofre com o ciúme do parceiro (a) as consequências podem ser horríveis, pois o sentimento de prisão e pressão ficam claro no relacionamento.
    Mas como lidar com o ciúme excessivo dos que amam? Essa é uma pergunta que todas as pessoas que amam um ciumento (a) se fazem, para estes casos sempre existem pequenas atitudes que ajudam a equilibrar o sentimento de posse e muitas vezes podem “curar” estes ciumentos de plantão. Geralmente essas pessoas que “amam demais” agem de forma estranha querendo controlar todos os passos do parceiro (a), ligando de hora em hora, fica bravo (a) quando passa alguém bonito na frente, não suporta a presença de outra pessoa do mesmo sexo perto de seu amado (a), fica no pé, impede-o (a) de realizar certas atividades, briga por qualquer coisa, é pressão que ninguém aguenta.
    Para estes casos o melhor a se fazer é conversar, o diálogo sempre resolve tudo em qualquer questão, use sempre o seu poder de persuasão para convencer ele ou ela de que isso não está certo e para firmar o que você diz exponha fatos que sejam convincentes como provar para ele (a) que não há motivos para insegurança, mostre para ele (a) o quanto ele (a) é bonito (a), que você realmente não pensa em ninguém mais, quando começar uma crise de ciúme das bravas procure fazer piadas com o que está acontecendo, por mais que o momento não seja dos melhores, mostre o quanto é infantil e inútil tal atitude, no começo não será nada fácil, mas aos poucos a pessoa vai descobrindo o quão errado (a) está e mudar as suas atitudes e ao invés das brigas deixará prevalecer o amor que realmente existe entre vocês, mas caso a mudança não aconteça o melhor é indicar um tratamento psiquiátrico ou então as instituições especializadas nesses casos como o Grupo Mada – Grupo das Mulheres que Amam Demais Anônimas, e também serve para os homens. O importante é lembrar que nestes casos “pulso firme” é a melhor dica, quando você for tomar alguma atitude não volte atrás e nem deixe as vontades dele (a) prevalecerem, um relacionamento é construído a dois e não sozinho.

    Ciúme: O veneno dos relacionamentos


    Quantcast
    Algumas vezes, sem que possamos perceber, cresce no nosso interior, a partir de um ressentimento ou de uma suposta rivalidade, o sentimento de ciúme. Isto oprime a harmonia e a saúde de nossos relacionamentos.
    O ciúme é um sentimento que nos faz sentir incomodados com certas situações que anteriormente eram insignificantes, como, por exemplo, a atenção de um namorado para com a namorada, a beleza de uma amizade, o cuidado de um pai para com um filho, o sucesso profissional de um colega ou o reconhecimento de suas habilidades em determinada função, etc.
    Uma insatisfação, aparentemente sem motivos, toma conta da pessoa que acredita, ainda que não seja verdade, estar perdendo a atenção e o carinho. Supõe não ter as mesmas chances que seu irmão, parente ou colega.
    Quando o ciúme toca os relacionamentos, qualquer coisa poderá ser motivo para alimentar um espírito de competição e de disputa. Com isso, a pessoa que era dócil, compreensiva e companheira, torna-se áspera, agressiva nas respostas e pouco solícita. Isto, certamente poderá destruir uma convivência que anteriormente era saudável. Entretanto, se questionada, essa pessoa prontamente justificará seu comportamento com outras respostas. Dificilmente admitirá sentimento de ciúme.
    Ao alcance dos tentáculos do sentimento de ciúme poderá estar nossas famílias.
    Este “micróbio” tentará se instalar, contaminar e matar a amizade que deveria ser eterna entre os parentes. Não é difícil se notar a disputa discreta ou as provocações sem sentido entre os irmãos por coisas sem importância.
    Penso que tal sentimento poderá surgir quando a pessoa envolvida por um medo equivocado, acredita ser menos amada, não ter a mesma preferência de antes ou suspeita da possibilidade de ser privada daquilo que valoriza profundamente.
    Algumas situações poderão se tornar mais crônicas quando, em meio a todas as supostas verdades, se encontra a desconfiança da honestidade de quem amamos. Trabalhando em nossa imaginação, o ciúme nos faz criar situações que não existem; deduzimos coisas que vemos apenas nos filmes da nossa mente.
    Infelizmente, por essas atitudes, estará instalada em nossos relacionamentos a grande sombra da inquietação, potencializada pela insegurança que insistirá em assombrar a nossa paz de espírito.
    Outras pessoas, mergulhadas em suas equivocadas convicções ou tomadas pelo pavor de experimentar o suposto abandono, chegam ao limite de privar a quem se ama do direito da vida.
    O amor verdadeiro traz a cumplicidade e o compromisso pela felicidade mútua.
    Ainda que possamos sentir, em alguns momentos, uma pequena dose de ciúmes, é necessário aprender a lidar com as nossas inseguranças. À medida que vamos conquistando a autoconfiança, o respeito pelo espaço do outro, estaremos também cultivando a saúde dos nossos relacionamentos.
    Todo aquele que se dispõe a amar e a viver um bom relacionamento, zela pelos cuidados necessários para a sadia convivência com a pessoa amada. E isso não faz do outro objeto de sua pertença. Por mais que amemos a pessoa ao nosso lado, não temos o direito de posse da sua liberdade.